Há algum tempo atrás eu publiquei um vídeo aqui em que um dos estrevistados dizia que não arrumava a cama porque deixar a cama desarrumada fazia bem pra saúde, lembram? Eu cheguei a falar que tinha gostado da desculpa, já que nunca arrumo a minha. E não é que o cara tava certo? A revista Super Interessante acabou de divulgar uma reportagem sobre o assunto, se liga:
"Se você é daqueles que “esquecem” ou “não têm tempo” de arrumar a cama quando levantam, não precisa mais se envergonhar por isso. Pelo contrário. Quando aparecer alguém te chamando de desleixado ou preguiçoso, pode dizer, com toda a dignidade, que você está apenas cuidando da saúde.
Uma pesquisa da Universidade de Kingston, na Inglaterra, mostrou que manter a cama desarrumada é uma forma de acabar com os ácaros que vivem nela (choque-se: pode ter até um milhão e meio deles por lá). E isso ajuda a prevenir uma porção de alergias e problemas respiratórios.
Por quê? Os ácaros precisam de calor e umidade para sobreviver. E, segundo o cabeça do estudo, uma cama bagunçada tende a ser mais fria e seca do que uma cama arrumadinha, o que mata os bichos por desidratação. (Mas bagunça também tem limite: não arrumar a cama não é a mesma coisa que não trocar os lençóis nunca, viu? Aí sim os bichos se reproduzem mais e mais.)"
Boa notícia até pra quem não mora sozinho e tem que ficar escutando reclamação dos pais. E eu, claro, manterei os velhos hábitos agora com base científica e tudo.
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Mais cedo ou mais tarde todo mundo que mora sozinho vai ser tomado pelo pânico repentino de que possa ter esquecido a janela aberta. Faz parte da experiência de ganhar responsabilidades e começar a responder pelos seus próprios atos, principalmente a partir do momento em que tem que administrar uma casa.
Acontece que eu fui pensar nisso logo agora que estou em outra cidade e não tenho como voltar pra conferir se lembrei de fechar as janelas. Espero que seja apenas uma paranóia boba. Espero que não chova, também.
P.S.: Em algumas pessoas essa síndrome da janela aberta se manifesta com o medo de não ter trancado a porta ou o medo de ter esquecido o fogão ligado. Ainda bem que eu não tenho fogão.
(O nome do leite obviamente não era esse, tive que mudar)
Esse fim de semana eu dei uma escapada da casa dos meus pais: peguei um ônibus e viajei pra Goiânia, porque precisava resolver umas coisas lá em casa (que tava fechada há mais de um mês), então tinha que pegar umas contas, fazer uma faxina, levar um pouco de roupa e rever uns amigos.
A boa notícia é que eu imaginei que a casa estaria muito mais empoeirada e mofada do que estava quando cheguei. Na verdade o estado estava muito aceitável, pro tempo que o apê ficou abandonado. A má notícia que, mesmo tendo pensado em (praticamente) tudo quando saí de lá, esqueci o modem da internet ligado 24/7 no apartamento vazio durante uns 50 dias.
Além disso, como eu ia passar só três dias lá (eu pretendia ir embora no sábado a noite, mas os planos mudaram hehe) eu não planejava fazer compras pra não ter que deixar comida pra trás quando voltasse pra Brasília. A despensa tava quase vazia, mais tinha uma coisa ou outra pra comer. Engraçado que tinha um leite que ficou esquecido na geladeira as férias inteiras, que obviamente não estava mais em condições de ser tomado, mas como tinham mais duas caixas no armário que eu nem tinha aberto ainda, fiquei despreocupado.
Coloquei o cereal em uma caneca, procurei uma colher, abri a caixa de leite e virei tudo em cima do que seria meu desjejum. Putz, o leite tava mais de um mês fora da validade e tinha se tornado uma mistura heterogênea. Nem o leite que tinha ficado um mês aberto na geladeira tava naquele estado. Resultado: joguei aquela porcaria fora, catei todas as caixas que estavam fora da validade pra jogar no lixo e fui no mercadinho mais próximo. Aproveitei pra comprar mais algumas coisas pra passar o fim de semana (água, por exemplo, que durou só algumas horas, porque comprei só uma garrafa de 2L e depois fiquei com preguiça de comprar mais).
Pelo menos tomei meu café da manhã. Deixei o que sobrou do cereal pra quando eu voltar, porque não dei conta de comer uma caixa inteira em 3 dias, espero que estejam em boas condições até lá. Se a greve não demorar muito pra acabar, em breve estarei de volta (espero). Eu tava morrendo de saudades de casa.
Se estragar, também, eu conto pra vocês. Abraços!
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Sempre falo sobre morar sozinho e as coisas que você passa quando precisa se virar por conta própria, mas sei que morar sozinho vai muito além disso: tem quem more sozinho com namorado(a), quem more sozinho em república, quem mora sozinho dividindo apê, quem mora sozinho com irmã(o) e por aí vai... Claro que são coisas diferentes, com problemas e situações diferentes, mas todos envolvem o mesmo dilema: aprender a se virar sozinho depois que sai da casa dos pais (tendo companhia ou não).
Não sei pessoalmente quais são os perrengues que quem vive essas coisas passa, mas é pensando nisso que apresento a vocês a Lud, o Teco e Felipe, os personagens da série Descolados, que passou originalmente na MTV em 2009 e na Band em 2011. Eles são três desconhecidos que se encontram em São Paulo por causa de uma sequência de coincidências e acabam morando no mesmo apê.
A Lud é uma garota decidida que resolveu sair da casa dos pais e ter sua própria independência depois que terminou a faculdade, e pra isso combinou de dividir o aluguel de um apartamento com um amigo. Acontece que na hora H o amigo desapareceu, e quando resolveu dar notícia avisou que não ia mais poder morar com ela.
Já o Teco é um cara de Bauru que ia fazer um intercâmbio na Inglaterra, mas foi barrado na fronteira e deportado por ter uma pequena quantidade de maconha dentro do casaco (que ele jura que não é dele). Largado em São Paulo e sem poder contar pros pais que foi deportado, ele decide ficar em escondido na cidade até acabar o tempo que seria para seu intercâmbio.
E por último tem o Felipe, que já morava "sozinho acompanhado" com uma namorada, que trabalhava de modelo junto com ele. Até que um dia a namorada dele chuta ele de casa sem motivo aparente e ele precisa achar um lugar pra morar, às pressas.
E é nessa situação adversa que os três se esbarram em uma barraquinha de cachorro quente. Como o Teco tinha cerveja, e os três estavam precisando urgentemente de uma breja, eles começam a contar como foi o dia deles, pra ver quem teve o pior dia de todos. É assim que eles se aproximam, e graças ao álcool (claro) a Lud resolve convidar os dois desabrigados pra passar uma noite no novo apartamento dela e procurar onde ficar no dia seguinte. Por sorte, coincidência ou destino, eles se tornam grandes amigos e o que era pra ser uma noite de estadia se torna a moradia fixa dos três (até porque a Lud precisava de ajuda pra pagar o aluguel, e os outros dois não tinham pra onde ir).
(Clique na imagem se quiser ver melhor)
E é isso que a série conta: como esses três desconhecidos que se tornaram amigos começam a ter uma vida independente e se adaptar a morarem sozinhos, mesmo que juntos. O mais maneiro é que eles se mudam pro apê novo da Lud sem móveis nem nada, e ao longo dos episódios eles vão arrumando a casa, compram uns colchões, arranjam uns móveis e vão juntando as coisas de cada um, e vai dando pra perceber as mudanças da casa até virar o lar dessa galera. Por exemplo, num episódio eles dão uma festa a fantasia, e nos próximos episódios você vê restos da decoração e objetos que estavam na festa largados pela casa. Um olhar atento torna a história, que é cheia de detalhes, mais realista ainda.
Tá aí a dica: se você mora sozinho ou com amigos, vai rolar muita identificação. Se ainda mora com os pais vai curtir muito também, porque eu vi essa série pela primeira vez em 2009, quando nem imaginava que ia sair de casa ainda, e de novo em 2010, na internet. Se você se interessou, pode procurar pra baixar ou melhor ainda: entra no YouTube que a série está todinha lá. Que eu saiba eles nunca lançaram um DVD pra gente comprar da forma correta, então não é minha culpa ter assistido por lá. Dá uma olhada no vídeo aqui em baixo pra ter uma primeira impressão:
Sou fãzaço da série e espero que vocês fiquem viciados também, assim como eu fiquei. Ouvi boatos de que a segunda temporada sai esse ano, e espero que seja verdade. Em breve falarei de mais séries que tratam sobre morar sozinho na ficção. Até a próxima, abração!
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Não é segredo pra ninguém que eu estou curtindo as férias e dando uma descansada da rotina de morar sozinho. Já viajei, já voltei, e foi até bem fácil me acostumar de novo com as mágicas que acontecem na casa da mamãe. Ainda assim, não abro mão de morar sozinho, porque ter meu próprio espaço é muito bom.
Entre as coisas que me fazem gostar de ter meu próprio canto é não ter que ouvir aquelas coisas que a gente escuta quando está na casa dos seus pais. Aquelas velhas frases que eles dizem no repeat por praticamente dezoito anos, e que provavelmente seus pais também falam. Para ilustrar o assunto eu fiz um desenho que mostra aquilo que todos nós conhecemos bem: as frases eternas dos nossos pais.
(Clique na imagem se quiser ver ela maior)
Todas as frases aí em cima são coisas que alguém da minha idade costuma ouvir (finalmente nos livramos das reclamações do tipo "notas da escola" e de como "devíamos estudar mais"), e que muito provavelmente ouviremos a vida toda.
A verdade é que a maioria desse papo é sinal de preocupação, e apesar de toda essa conversa eles ficam felizes de ter você de volta em casa (minha mãe tentou me convencer a vir fazer faculdade aqui em Brasília e voltar a morar com eles umas três vezes, desde que cheguei), e nós também ficamos felizes de estarmos em casa com eles.
Enquanto isso eu vou aproveitando o tempo que tenho aqui e esperando essa greve resolver acabar, pra eu voltar pra faculdade. Já comecei minhas aulas na auto-escola pra aproveitar o tempo, e como prometido estou voltando a me dedicar mais ao blog. Também vou tentar produzir mais conteúdo original (como esse, feito totalmente por mim) pra postar aqui. Até a próxima!
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Eis que chegou o mês de julho e com ele o fim do semestre. Já tem seis meses que eu estou morando sozinho, mas nem parece, e o primeiro período na faculdade já começou e terminou (ou melhor, não terminou, porque a greve pegou as duas últimas semanas de aula). Tudo passou muito incrivelmente rápido até que chegaram as férias. E o que isso significa? Que é hora voltar pra casa dos meus pais.
Já estou em Brasília há uma semana morando com eles e provavelmente vou ficar aqui por mais algum tempo, com uma pequena pausa no meio, quando pretendo viajar pra casa da minha avó com a minha irmã. Enfim, vou aproveitar essa tempo pra fazer coisas que não tenho tempo de fazer em Goiânia, como tirar minha carteira de motorista e ficar à toa comendo e dormindo.
Nessa primeira semana aqui eu me dei conta de que a casa da mamãe, depois de todo essa tempo, é meio mágica. Forças sobrenaturais operam na casa dos nossos pais, o que faz com que eventos milagrosos aconteçam diariamente. Por exemplo:
Paralisação do tempo: assim que pisei o pé nessa casa passei a acreditar que nunca tinha saído daqui, como se ainda fosse um adolescente e precisasse ir pra escola no dia seguinte. Não sei o motivo disso, mas até que se mostrou muito cômodo, já que essa magia me permite ficar comendo besteira e vendo televisão sem me preocupar com nenhuma obrigação que eu (não) tenha pra fazer.
Comida mágica: a comida aparece misteriosamente nos armários e na geladeira, e na hora das refeições ela simplesmente se coloca na mesa, organizadamente, junto com a louça e os talheres. Além de ser muito prático, a refeição surpreendentemente não tem gosto de comida pronta, o que me assustou muito o meu paladar desacostumado.
Lixo automático: as lixeiras usam algum tipo de tecnologia avançada que detecta quando está cheia e simplesmente some com o lixo na hora certa, posicionando outro saco de lixo vazio no lugar.
Louça infinita: a louça não se acumula na pia e sempre que você precisa de um copo, prato ou talher você o encontra no lugar de onde tirou o último, já limpo e seco, esperando pra ser usado novamente. Não sei como funciona, mas tenho desconfiado de algum tipo de feitiço que faz com que os utensílios de cozinha se tornem infinitos sem ocupar espaço.
Como se não bastasse, as contas se pagam sozinhas, luzes que foram esquecidas acesas se apagam, as janelas se abrem de manhã e as portas se trancam por conta própria, entre muitos outros eventos inacreditáveis.
Não sei que tipo de feitiço vem sendo usado nessa casa desde que eu fui embora, mas definitivamente preciso aprender pra usar lá no meu apartamento. Fazer tudo isso manualmente dá muito trabalho! Com essa magia em funcionamento sobra muito mais tempo pra eu fazer o que eu quiser e aproveitar tempo livre.
Brincadeiras a parte, meu primeiro semestre morando sozinho foi ótimo, não me arrependo nem um pouco da minha decisão de ir morar em Goiânia e todo o trabalho que dá vale a pena, porque está sendo uma ótima experiência. Já estou adaptado, normalmente nem lembro mais que moro sozinho, já fiz amizade e já conheço a cidade (ou pelo menos uma parte dela).
Sei que ando meio sumido aqui do blog, mas pretendo corrigir isso. O número de vizualizações está alto e agora participo do Ad Sense, ou seja, terá publicidade no meu blog e eu poderei começar a tirar algum lucro com ele. Na minha lista de coisas pra melhorar no meu próximo semestre também estão: ser menos sedentário, arrumar um estágio e comer coisas mais saudáveis.
Por enquanto vou só aproveitar a casa da mamãe e curtir minhas férias, mas em breve virei contar como estou me saindo nas minhas resoluções. Até mais!
Achei esses quadrinhos do Will Tirando e precisei compartilhar com vocês:
Não vou mentir que é o meu caso, porque lavanderia está fora do orçamento e eu não tenho máquina de lavar, então a casa dos meus pais se torna sinônimo de roupa lavada. Lavar na mão é demais pras minhas habilidades domésticas, até porque não tenho onde colocar a roupa pra secar.
Mas e aí, você também conhece alguém que esteja em situação de semi-independência?
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